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Fazer terapia é um ato de coragem



O processo terapêutico é um processo. É necessário enfatizar p-r-o-c-e-s-s-o, pois normalmente quem chega para psicoterapia está em um momento ruim, e muitas vezes vê na psicoterapia, a esperança, a última tentativa. E aí entender que é um processo faz com que imediatamente nos demos conta de que precisamos de tempo. Tempo para sentir, tempo para elaborar, tempo para decidir, tempo para agir. Esse tempo não é determinado no início, pois depende de cada paciente. Já tive pacientes de 5 meses e de 3 anos, pode demorar mais ou pode demorar menos. A beleza da Psicologia, para mim, está em justamente não permitir perder a subjetividade de cada indivíduo que entra em meu consultório.


O processo terapêutico do meu ponto de vista é algo lindo, mas muitas vezes doloroso. Durante o processo alguém estranho se permite dividir seus maiores medos e angústias a outro totalmente estranho. O que requer muita coragem. Juntos percorrem os desafios e questionamentos trazidos constantemente para o consultório. Semana após semana saem fortalecidos, mas muitas vezes acontecem também as recaídas a serem superadas. Não é fácil enfrentar os próprios medos. Muitas vezes é necessário aprender a ‘pegar-se no colo’, ter compaixão por si, parar de apontar o dedo para si mesma.


Na Psicologia existem diversas abordagens, para as Terapias Cognitivos Comportamentais o trabalho é feito com o objetivo de chegar a alta terapêutica. A alta acontece quando paciente e terapeuta percebem que os objetivos da terapia foram alcançados e/ou que o paciente tem ferramentas e autonomia necessária para continuar enfrentando seus medos sozinho.




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Para ler meu próximo texto ‘Tá nervosa? Respira!’, clique aqui.

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